Injustiça

Há pessoas que têm o hábito de colecionar injustiças sofridas no passado. Não conseguem esquecer atos e fatos que as tenha magoado. Colecionam como fiéis filatelistas todos os selos que marcaram a sua vida. Elas dizem que perdoam, mas não se esquecem jamais do que sofreram. Com esse sentimento, se isolam. Temerosas de sofrer novas injustiças, tornam-se defensivas, desconfiadas, fechadas.

Todos nós somos e seremos vítimas de injustiças, pequenas ou grandes. Todos somos e seremos vítimas de pessoas mal educadas, grossas, rudes que nos farão sentir ofendidos, sentidos, magoados, vítimas da inveja, da maledicência, de calúnias e injúrias.

Viver em sociedade exige uma enorme habilidade para esquecer as mágoas e genuinamente perdoar apagando da memória as injustiças sofridas no ambiente familiar, no trabalho, no convívio com amigos verdadeiros e falsos. A vida é assim.

Conheço pessoas tristes, sem vontade de sair e encontrar pessoas, porque vivem guardando na memória fatos desagradáveis do passado. É preciso aprender a esquecer para poder perdoar. É preciso aprender a viver o momento presente com mais intensidade. É preciso lembrar que mesmo aquelas pessoas que um dia nos ofenderam ou nos prejudicaram de alguma forma, têm o direito de mudar e talvez não sejam tão más como as julgamos desde então. O mundo gira, a fila anda, as coisas mudam e não podemos aprisionar nossa mente a fatos desagradáveis do passado, pois assim agindo, estaremos impedindo a nossa própria felicidade, a alegria e nossa capacidade de perdoar.

Esqueça as injustiças de que foi vítima. Esqueça o que falaram de você. Esqueça o que disseram a você num tom irônico. Esqueça as humilhações sofridas. Esqueça as mentiras a seu respeito e os julgamentos que fizeram de você. Esqueça e perdoe. Perdoe e siga em frente. Você merece ser feliz!

Pense nisso. Sucesso!

Uma resposta para “Injustiça”

  1. Affonso Batista de Almeida Diz:

    Na realidade não se trata de esquecermo-nos de injustiças, ironias, humi-
    lhações, etc. sofridas por nós. O sofrimento já dizia um sábio ensinamento
    é opcional. Uma vez registrado o fato ou a inustiça, etc, devemos, isto sim
    examina-lo à luz da consciência crística, com um novo olhar, se assiassim
    podemos expressar-nos. De fato todos nós temos uma tendência, ora a –
    través de mecanismos de autodefesa, ou simplesmente de revidarmos as
    pretensas ofensas, sem uma análise mais aprofundada, motivada pela -
    nossa ignorância acerca do chamado autoconhecimento que, inclui, entre
    outras coisas,”enxergarmos com os olhos do outro” . Trocando em miúdo
    Registramos o ocorrido, de maneira neutra, sem ressentimentos, sofrimen
    tos, amarguras, ódio, etc. Fazemos uma análise em nossa conscência e, -
    se verificarmos improcedência (veja bem, não se trata de esquecimento)
    daquilo que está sendo atirbuído à nossa pessoa, aproveitemos todos es-
    se “material” para construção de nosso verdadeiro caráter…

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